Essa alemã é considerada a mãe do punk e acaba e lançar mais um disco bastante influenciado por Jesus O.o Curioso não?

Eu acho que Deus tem muitos nomes, não importa se é Jesus, Alá, Buda, Shiva, a Lua, a Natureza, a Física Quantica, a Ciência, uma energia extraterrestre ou mesmo não crêr em Deus nenhum apenas em si mesmo; contanto que você se sinta bem e forte, e não seja obcecado por isso a ponto de incomodar outras pessoas e tentar convertê-las, tá ótimo. Cada um encontra sua espiritualidade de formas diferentes.  

Nina Hagen tem 55 anos, nasceu na Berlin oriental, tem uma carreira respeitável e um estilo completamente único que mistura punk, new wave, gótico, pin-up, alternativo, indiano e etc. Nina tem personalidade e que não tem medo de misturar estilos e ousar. 
Outra coisa que ela tem e que a Doro Pesch também tem, é o lance da idade, não é porque você tem mais e 40 anos que você deve virar uma senhorinha de tailler e vestidos floridos (nada contra). Tanto ela quanto a Doro são alemãs, ousam na maquiagem e na roupa e nunca deixaram de ser como são só porque começaram a envelhecer: têm uma mente livre de preconceitos e de estereótipos de estilo, ou seja, são exemplos que eu acho legais se inspirar.
Pessoas assim costumam ser chmadas de loucas ou bregas, mas isso é só um sinal de como muita gente ainda não tem a cabeça desenvolvida o suficiente pra entender quem é a frente do seu tempo.

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Abaixo, uma entrevista da Nina para do site UOL.

"Nina Hagen, cantora: "Jesus Cristo é meu empresário"

Quase tudo na vida de Nina Hagen pode ser considerado extraordinário. Nascida em Berlim Oriental há 55 anos, seus avós morreram em campos de concentração, seu pai foi prisioneiro dos nazistas e sua mãe, uma conhecida atriz da Alemanha comunista. Ela, dissidente da RDA, com uma estética extravagante, transformou-se na musa do punk nos anos 70.
Quase morreu numa viagem de LSD e teve experiências com extraterrestres. Fora isso, cantou o hino para um time de futebol de Berlim (União Berlim) e ama Deus acima de todas as coisas. É o que demonstra nessa entrevista onde apresenta seu novo disco lançado há dois dias: “Personal Jesus”, um surpreendente e competente trabalho de country, blues e gospel dedicado, é claro, a Deus.

Você já cantou punk, pop, rock, ópera, jazz e agora gospel. Em que estilo se sente mais à vontade?
Definitivamente no gospel, porque abarca tudo.

Cansou do punk?
Nunca fui uma artista punk. Só escrevi várias músicas punks.

Mas a chamam de “a mãe do punk”...
Isso é diferente. Quando cheguei em Londres em 1977 tinha 23 anos e os que estavam ao meu redor, 15 ou 16 anos, assim eu era como uma mãe para eles. Eu cuidava deles e assegurava que pudessem fazer música em paz.

Por que um disco de gospel agora?
Passei dois anos rezando para fazer um bom disco de gospel. Juntei dinheiro, fui a um estúdio em Los Angeles para gravá-lo por conta própria, sem saber se alguma gravadora gostaria ou não. No final, gostaram.

E você canta melhor do que nunca...
Muito obrigada [diz em castelhano]. Eu também acho. Sou capaz de usar minha voz muito melhor do que quando era jovem.

É verdade que sua mãe disse, quando era pequena, que cantava muito mal?
Sim. Aprendi a tocar violão com 11 anos e costumava imitar vozes de diferentes cantores. Quando ela entrava no quarto me dizia: “Filha, você canta muito mal”. Isso fez com que eu me tornasse uma cantora melhor.

Seu novo disco é uma homenagem a Jesus e a Deus?
Sem dúvida. Sempre disse isso: Jesus Cristo é meu empresário. As pessoas das gravadoras nas que eu trabalhei nunca queriam que eu falasse de Deus nas entrevistas nem gostavam que eu dissesse essas coisas, mas é a verdade. Eu pertenço a Jesus. Agora mais do que nunca.

Quando encontrou Deus?
Sempre o busquei, mas quando completei 17 anos tive uma revelação. Tive uma experiência de quase morte durante uma viagem de LSD e pedi ajuda a Deus. Ele me ouviu e mudou minha vida. Entrei na dimensão de Deus, olhei face a face e Jesus me disse que eu tinha que voltar a viver. Deus é amor. E se vivemos a vida com amor, a vivemos com Deus. A Bíblia me ajudou muito.

Você a lê todo dia?
Claro. Tenho uma interpretação preciosa do Novo Testamento, chamava “Benvindo ao Lar”, de um autor alemão, escrita em linguagem atual e surpreendente. Tenho muitas Bíblias, mas esta é a minha favorita.

Você foi batizada no ano passado. Um pouco tarde, não?
Eu sei. Só me decidi depois de encontrar minha comunidade e meu pastor adequados na Alemanha. Demorei porque o cristianismo ficou louco. Quando vejo pessoas que se dizem cristãs, como George Bush, fico horrorizada.

É verdade que você viu um OVNI?
Sim. Vi faz anos na praia de Malibu. Levante à meia-noite e ele estava lá, estacionado no céu, com muitas cores. Ele me paralisou.

Não teve medo? 
Não, foi um espetáculo maravilhoso. Com cores e luzes de discoteca. Depois cheguei à conclusão de que aquilo não tinha origem divina, porque Deus sempre te dá várias opções, nunca te paralisa. Seria coisa do diabo, que trata de nos enganar com fogos de artifício.

Você escuta cantores atuais?
Ultimamente tenho buscado tesouros na música gospel, como Rosetta Tharpe.

Você disse que não gostava de Lady Gaga...
Não a conheço pessoalmente, mas gosto. O que me dói é ler as coisas que ela diz: que sua música é uma mentira. Representa todo o contrário do que eu tenho feito. Sempre procurei fazer com que minha música surgisse da verdade, do autêntico, do real... até fazendo coisas loucas, extravagantes e sensuais no palco. Mas nunca foi uma mentira. Lady Gaga é uma mulher maravilhosa, mas rezo muito por ela para que ela trabalhe em sua relação com Deus. Fico assustada que ela tenha vendido sua arte a serviço das forças obscuras em vez de abraçar a Deus.

O que vem agora?
Só Deus sabe porque Deus é meu empresário. E sempre será.

**

Algumas fotinhos da Nina em looks de dar inveja a algumas tiazonas conservadoras:


12 Comentários

  1. Ela é invejavelmente versátil.
    Adoraria ouvir suas músicas, se tiver uma coleçãozinha como a da Doro, poste por favor?
    I need culture! kkkkkk


    beijinho

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  2. Poxa...nunca imaginei que era tão religiosa!

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  3. Por um lao ela ser tão religiosa é bom. Bom pra aquele tipo de gente que só julga pela aparência e crê que uma pessoa que se veste como ela é filha do demo.
    É de se imaginar Nina dando um chega pra lá nesse tipo de gente.

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  4. Adorei o post! Também não sabia que ela era tão religiosa, e realmente é um tapa na cara das pessoas ingorantes que dizem que quem se vestem como ela são "filhos do demo".
    Eu sei bem porque já ouvi isso hehe. Acho que todo mundo das subculturas devem ter ouvido isso também pelo menos uma vez nada vida.

    "Eu acho que Deus tem muitos nomes, não importa se é Jesus, Alá, Buda, Shiva, a Lua, a Natureza, a Física Quantica, a Ciência, uma energia extraterrestre ou mesmo não crêr em Deus nenhum apenas em si mesmo; contanto que você se sinta bem e forte, e não seja obcecado por isso a ponto de incomodar outras pessoas e tentar convertê-las, tá ótimo. Cada um encontra sua espiritualidade de formas diferentes."

    Concordo completamente com você Sana, não poderia ter escrito melhor.

    Beijos

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  5. Quero ser parecida com ela quando crescer!

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  6. Hum... Vinil do Def Leppard, chique.
    Isso é que é ter Metal no sangue. É indispensável ter alguém que nos apresente bandas de qualidade.

    beijos

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  7. Pois é, tbm não sou muito de punk!
    Mas as vezes a gente acha uma bandinha que acaba gostando, daí não tem como... Eu sei, nada como um Heavy, Gothic, Industrial Metal é uma das minhas paixões, mas acima de tudo, vale o Rock n' Roll que conquista o coração.


    Abraço

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  8. Olá.
    Adorei o post e não conhecia a Ninna(I need culture too).
    Nada a ver quando dizem que pessoas assim são filhas do demo,já faz décadas que existem certas subculturas e pessoas com suas próprios estilos e o tempo ainda não conseguiu tirar a resistência das pessoas(talvez demore para isso acontecer).Mas é um avanço,séculos atrás ser diferente era a mesma coisa que pedir homicidio.
    Sou evangélico e admiro tanto pessoas com essa extravagância que não se limitam a estereótipos e tem um estilo único e lindo também,quero ser assim quando crescer tambem.

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  9. essa mulher ta mais louca do que nunca

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  10. Nina Hagen desdo seu primeiro disco em vinil aqui no brasil em 1985, já cantava sobre Jesus, agora ela saiu do budismo para o evangelho..Nina é mutante, porem agora ele se encontrou, palavra de quem conheçe a Nina desde 1986 e ja esteve com ela duas vezes no camarim. AMEM!!!

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  11. Adoro Nina Hagen desde teenager, mas não gosto de nada ligado a religião... estou farta do fanatismo, mas a visão dela é mais libertária.
    Bj & ótimo fim de semana =D
    Esmaltes, Make-Up & Cia.
    http://rockuroutfit.blogspot.com/

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  12. Verdade Antônia. A visão dela é mais libertária. ^^

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