Vocês se lembram da postagem que fiz sobre as roupas de caveirinha que estavam sendo vendidas na Renner? Uma delas era essa saia:

I bought this skirt in a brazilian fast-fashion...

Pois bem, eu sei lá o que eu estava vendo no Flickr e dei de cara com essa foto:
E... A SAINHA IGUAL A DA RENNER!! Só que a menina está usando com uma anágua bem armada.

...today I was on Flickr and get surprised by this picture: 


Aí fiquei com a pulga atrás da orelha ... seria minha sainha importada da China? Entrei em contato com a Renner, enviei a foto acima e eles me responderam dizendo "O Tecido é semelhante ao da foto que você nos enviou, porém o nosso tecido foi desenvolvimento junto ao fornecedor." Se vocês repararem as caveirinhas são de fato diferentes, a da gringa é inclusive aveludada, coisa que a minha não é.

Aí eu tentei fazer como a moça, usar a saia com uma anágua, só que... minha anágua é beeem murcha perto da dela. Eu tenho saia de tule armadona, mas daí ficou armada demais. Mas do jeito que ficou,até que ficou bonitinho. ;)
O único problema de anágua é que elas são quentes e pinicam. Chegará o dia em que anáguas não piniquem? Quem sabe...

It's not commom to find clothes in Brazil, similar/the same as the european/american ones.
Here's me with the skirt, without and with petticoat.

Sem anágua e com anágua.
 



Mark Morton, do Heavy Metal Examiner, recentemente conduziu uma entrevista com Rainha do Metal Alemão, Doro Pesch.
 
Heavy Metal Examiner: Qual você acha que foi o motivo para você ser abertamente aceita pela multidão do metal na década de 1980, enquanto a maioria das outras mulheres que tentaram invadir a cena foram encaradas como piada?

Doro: Eu acho que isso tem a ver com o fato de que fiz uma ligação imediata com os fãs desde o primeiro show que fiz. Havia algo muito real sobre isso. Foi muito além do gênero sexual, houve uma profunda conexão. Eu nunca me senti como se fosse uma menina em uma banda cheia de caras, eu senti a união do metal. E para mim, "metal" sempre significou liberdade e energia, sendo real e verdadeiro. E eu realmente acho que os fãs perceberam isso imediatamente, e é assim que tem sido sempre desde então. Ser uma menina ou uma mulher não fazia parte da equação, era tudo sobre fazer metal e de estar com os amigos. Claro, eu pensei que algumas das roupas eram legais, mas para mim, a música era sempre a primeira coisa. 
Algumas gravadoras ainda tentaram me convencer a usar mais maquiagem e olhar mais sexy e mais comercial. Eu me lembro quando vim para a América em 1987, a gravadora sugeriu que eu realmente não deveria usar couro preto e usar mais coisas femininas. E eu pensava como "Oh não, eu amo o meu couro, os cintos de balas e botas!" Mas meu empresário disse para eu não me preocupar com isso e ficar como eu estava. A gravadora realmente sentia que não poderia me vender desse jeito. Eu sempre disse que ser quem você é, é a melhor maneira de passar a vida. Ser falso não funciona!


Tá chegando o show da Doro!! *-*

Doro no Echo Awards: 


Fonte dessa entrevista: Whiplash


Essa é pra quem lembra ou não lembra de quando as novelas da globo eram boas!

A novela “Vamp”, de 1991, será reprisada no canal Viva a partir do dia 11/04, às 15h30.


Para quem não lembra vou explicar: a novela era voltada aos jovens e tinha um figurino com muito preto (todo mundo começou a usar preto!), a personagem principal era Cláudia Ohana como a  cantora de Rock (u-huul) Natasha.
Ela não conseguia ser uma cantora de sucesso, então fez um pacto com o terrível vampiro, o conde Vladimir Polanski (referência ao filme A Dança dos Vampiros de Romam Polanski) e vende sua alma, virando imortal. Vladmir descobre que em encarnações passadas ela era Eugênia, o seu amor, o conde passa então a perseguir Natasha. Natasha, por sua vez, quer destruir Vladmir para se livrar de sua maldição (um tanto Bram Stoker, não?). 


Vai me dizer que nunca ouviu a música tema de abertura cantada por Vange Leonel? "Noite Preta".




Esse é com certeza o papel inesquecível de Cláudia Ohana. A cantora Paula Toller do Kid Abelha (símbolo sexual na época) era originalmente a escolhida pra interpretar Natasha, mas recusou.
A novela atingiu 50 pontos de audiência e é até hoje, junto com a música "Doce Vampiro", de Rita Lee, as obras de Zé do Caixão e os livros de André Vianco, referência no vampirismo nacional. 

A trama foi inspirada indiretamente nas obras "A dança dos Vampiros", "Os Garotos Perdidos", "A hora do Espanto", "O Vampiro Lestat" e "Drácula de Bram Stoker", entre outros.

E curiosamente, um dos títulos provisórios da novela foi "Crepúsculo" - hahahaha!

O figurino, inovador para a época, não devia nada aos de Hollywood!

Foi lançado também um álbum de figurinhas, com os personagens da novela.

Com certeza, vou dar uma espiadinha quando começar a passar. 



Fontes do texto: UOL e Wikipedia


Ontem eu estava assistindo Criminal Minds, o episódio "Compromising Positions" e um dos focos foi a personagem Penélope Garcia (interpretada por Kirsten Vangsness). Ela se ofereceu para assumir a função da amiga que deixou o cargo, e com isso iria acumular duas funções: a dela e a da JJ.

Para quem não sabe, Penélope Garcia é uma personagem que usa uma moda alternativa colorida, com muitos acessórios, enfeites de cabeça e cabelos coloridos, ela  tem uma personalidade emotiva, envolvente, animada e é uma hacker que trabalha para o governo. Para assumir também a posição que era de JJ, Penélope assume um ar sério, de cores sóbrias e discretas,  de poucas  e corretas palavras, ou seja, se torna uma "pessoa normal".

Só que aí, ela perde sua personalidade.


Confusa e  atrapalhada, num determinado momento ela está completamente sem saber como agir. Então, seu colega Morgan diz pra ela ser ela mesma, como ela sempre foi, pra nunca mudar, para ela ser a "Garcia original". Aí sim, as coisas voltarão a dar certo.


Na cena seguinte Garcia reaparece como ela é: colorida, falante e alegre.


No fim do episódio, Hotch (o chefe dela), diz: "Garcia, quando você se candidatou a esse cargo, seu currículo era pink. Naquele momento eu vi que você era.... você era única.  E eu não quero que você mude."


E sabe porque resolvi postar isso? Por duas razões, a primeira é óbvia: devemos nos manter fiéis à nós mesmas(os).

A segunda coisa é que a frase de Hotch, me lembrou uma coisa que aconteceu comigo uns 3 anos atras. Eu li em um site, que em profissões que mexem com arte e design, currículos diferentes podem ser um atrativo a quem os recebe. Pode dar indícios da personalidade do candidato à vaga.

Pois bem, naquela época eu estava procurando emprego, li isso e resolvi testar. Comprei uma folha bem bonita (eram um tom creme, não quis ousar tanto na cor) e era reciclada, bem leve e suave.
Queria passar duas mensagens:
1) Sendo meu papel diferente, indicaria que eu me preocupava com design
2) O papel sendo reciclado indicaria que sou uma pessoa preocupada com o meio ambiente.
Imprimi cópias e distribuí o currículo em algumas empresas. 
Resultado: dias se passaram e não fui chamada pra nenhuma entrevista.

Revoltada, voltei ao papel branco tradicional. Um tempo depois, consegui um emprego.
Bizarro não?

Às vezes eu me pergunto se sou avançada demais nas idéias (ou ao menos mais avançada que certos empregadores) ou se o povo (empresários, recrutadores, etc) não entendem de semiótica, não sabem ler nas entrelinhas.

Acho que só em filme mesmo existe a vida e o emprego ideal, onde você é julgada pela seua inteligência e não pela sua aparência.

Eu entendo que certos empregos precisa-se ter certa aparência, mas exigir caretice na área de design e de moda é um atraso!

Ainda bem que ao menos Penélope pode ser Penélope!


É mais ou menos esse tipo de blusa que eu sinto falta em lojas alternativas brasileiras: pretas, leves, em malha e com estampas pequenas ou miúdas de temas alternativos.

 
O maior problema das blusinhas qe vendem aqui é que eles usam para fazer estampa a mesma tela que usaram pra blusa masculina e aí, claro, sai aquela estampa gigante, e a gente que é magra e pequena anda com aquela estampona na barriga. Bizarro! 
Coisa de gente sem noção de moda-estilo-criação mesmo.

Detalhe que essa blusinha custa o equivalente a uns R$40,00 (preço de uma blusa feminina em loja normal). 
As blusas alternativas estampadas mais legais e baratas que já por aqui saem de R$60,00 pra cima. Pode parecer pouca diferença, mas é mais fácil juntar R$80,00 e comprar duas do que juntar R$120,00 e comprar duas.

As blusas da Spooky Look estão a partir de R$45,90, mas olha o tamanho das estampas!!
Não dá né? Se eu fosse adolescente, ok; mas nessa altura do campeonato quanto menores e mais discretas forem as estampas, melhor!!
=/