Embora eu seja ouvinte de longa data de all female bands e de bandas com vocalistas mulheres, não são todas que caem no meu gosto. A New Years Day não é das minhas preferidas, eles fazem aquele rock pesado americano que se encaixa no "rebelde aceitável" que inclui às vezes letras românticas e uma rebeldia engessada. Portanto nunca me liguei muito na banda, mas um dia destes caí numa foto da vocalista numa roupa incrível num evento e aí fui dar uma investigada no estilo da Ash Costello

Essa é a roupa que me apaixonei:



Ela tem um jeitinho bem geração Millennials: usa muita maquiagem, olhos e sobrancelhas bem marcados; cabelos longos coloridos, metade preta e metade vermelho - que achei super legal - e tem bastante pose.  

 


E também tem algo bem valorizado na geração alternativa atual: a beleza. Sim, porque as garotas do rock da geração Baby Boomer ou X não se focavam tanto em serem belas embora isso pudesse ocorrer, não era o foco!
O estilo dela também é a cara da nova geração, mesmo cantando numa banda de rock, ela usa bastante referência gótica e hispter, numa espécie de "hipster goth". Coroa de flores, tiara de spikes, lita inspired, chapéus...


Pelo que li sobre ela, começou a ganhar destaque com sua banda no MySpace (o orkut dos gringos rsrs) o que de certa forma a torna uma scene girl, ou seja, uma pessoa que adquiriu fama através da tal rede social.

Ash aparenta estar super atualizada com as tendências da moda alternativa...

No palco saias (godê de vinil foi tendência no exterior que não chegou aqui) e sombrinha de renda nos bastidores.


O vestido da Hot Topic da coleção Malévola e sainha xadrez.

*Se alguém aí for fã da banda e quiser complementar algo interessante fique à vontade, eu realmente só julguei o estilo dela e as músicas que ouvi, de primeira não me identifiquei 100%.


De vez em quando eu preciso de referências. Pode ser naqueles momentos que estou meio desanimada ou quando faço algo fora da minha zona de conforto ou uma escolha meio contra a maré.
Durante minha vida, tive todo tipo de referências, a maior parte delas foi de garotas/mulheres rockeiras e de bandas. As garotas punks me fizeram amar xadrez e spikes; a personagem Nancy Downs da Fairuza Balk (Jovens Bruxas) me fez curtir misturar elementos da moda rock com um toque mais gótico, além dela, personagens rockeiras e góticas de filmes aleatórios sempre davam uma inspiração; Amy Lee me inspirou nas saias volumosas e corselets; Doro Pesch é uma referência pra um estilo Metal atemporal; quando comecei a inserir elementos retrôs no meu look eu sempre buscava estéticas em catálogos de lojas estrangeiras e assim vai... De uns 3 anos pra cá uma ou outra blogueira gringa tem estilos pessoais que me inspiram. Só inspiram mesmo porque não tem como ter roupas iguais às delas tanto porque não tenho acesso quanto porque eu não conseguiria usar exatamente igual.

Em novembro do ano passado me deu uma sede absurda de mudança. Em mim, essas sedes aparecem quando estou insatisfeita com minha aparência ou quando algo muda dentro de mim, então normalmente eu reflito essas mudanças ou no estilo ou nos cabelos. Meu estilo estava bem, então a mudança acabou indo pros cabelos. Cortei um pouco e depois, em janeiro cortei o resto: no ombro, e a seguir tingi de cor fantasia.

O "problema" maior é que na cena alternativa atual geral, parece que todo mundo que é estiloso e inspirador tem cabelos longos. Faz multi penteados, usa adereços, acessórios... Ou então abusa das maravilhosas longas perucas coloridas! Só que eu tava cansada de ter um cabelo comprido só porque era legal ter...
E aí eu toda feliz por ter mudado os cabelos pra um comprimento que há anos não usava, comecei a sentir falta de outras meninas/mulheres alternativas que saíssem um pouco desse lugar comum que são os cabelos longos. Eu tenho uma certa fobia de normalidade. Quando algo é muito comum, acho um pouco sem graça e cabelo é algo que define muito uma pessoa. Eu fui ruiva por quase 10 anos, tenho saudades da cor, mas sabe quando você sai na rua e vê 20 meninas num dia só com tons de ruivo... então... pra quê ser mais uma na multidão?? É chato, é tedioso!

E eu não sou aquele tipo de pessoa criativa pra inventar penteados. Então, comecei a vasculhar a web em busca de penteados pra cabelos curtos e de pessoas que pudessem me inspirar. E me surpreendi com algumas descobertas como a da Giuliana Rancic, que eu sempre via como uma jornalista super lady com aqueles cabelões, cortou tão curto quantos os meus. Achei muito ousado porque ela era uma "princesa" com aqueles cabelões e de repente virou uma mulher sofisticada com os cabelos curtos. Eu gosto dos cabelos da Hayley Williams mas eles mudam tanto de corte que eu não consigo acompanhar! Fora que são cortes tão modernos que é super complicado achar cabeleireiro que saiba fazer semelhante.

Mas aí, tem a Kelly Osbourne... eu que já curtia ela desde quando ela passou a deixar os cabelos cor de lavanda, e meses atrás, dei de cara com ela com cabelos curtinhos no Fashion Police!


só que antes estavam longos e lindos assim...



No momento ela tá com um moicano moderno e - vou contar uma coisa - eu sempre quis ter um moicano mas nunca tive coragem! E esse corte da Kelly tá tão lindo que eu até pensaria em fazer algo semelhante, mas cadê a ozadia da Sana??


No mundo bloguístico alternativo nacional e internacional, as cabeludas dominam e fiquei muito feliz quando a Melina Beraldo [aqui e aqui] e a Moclath [aqui] também cortaram os delas curtos! Ganhei mais duas referências, são mais duas meninas que estão saindo do habitual cada uma pelos seus motivos.

O meu medo agora é o crescimento. Sim... porque tem uma certa altura de cabelo, mais ou menos entre o ombro e a metade do braço que acho suuuuuuper complicada! Lembro que sempre que meu cabelo chegava neste comprimento eu cortava mais curto porque não aguentava. Só consegui deixar ele crescer além desse comprimento uma vez na vida, que foi esta última, quando ele chegou na cintura... enfim... coragem agora pra encarar o crescimento! E lá vou eu buscar referências de meninas que tem o comprimento médio pra me inspirar... e não é que a Kelly também serve neste caso? Olhem só que corte incrível no cabelo médio: 


E vocês, sentem necessidade de ter alguma referência estética? ;-)


Estive ausente da vida virtual entre 09 de junho e o fim de semana passada. Tirei férias da internet. Isso mesmo! Um mês sem notebook, um mês sem internet! E o mais incrível, estou aqui, sobrevivi! Não foi tão difícil quanto parecia no início! Pelo contrário, curti vida neste último mês!

Quando eu era adolescente havia uma frase muito popular, que era a seguinte: "feche os livros e vá viver". Hoje, ela seria "desligue o computador e vá viver".

Pelo fato de estudar Moda Alternativa e as novidades deste segmento virem do exterior; pelo fato de eu ter criado uma dependência de bloggar e pelo fato de eu ter amigos virtuais tão reais e queridos, eu vinha vivendo, por alguns anos, uma dependência absurda da internet.

Tirar férias da internet não significa que a mesma tenha tirado férias de mim.
Os emails continuavam chegando de todos os cantos (3 blogs + amizades + novidades), tenho em torno de 500 pra ler (e não são spam!!) e sabe a Deusa quando terminarei de ler todos.
E sim, tenho 1 mês postagens pra ler de blogs queridos que sigo! Se eu costumava ler o seu e sumi, agora você sabe porquê. Mas aguarde que eu vou aparecer! 

Impressionante o estado de dependência que a internet coloca nossas vidas né? Claro que diversas coisas me prendem à web, mas se um dia eu conseguir criar uma relação menos "dependente" ou de "válvula de escape" ou de "preguiça eterna de levantar a bunda" com a internet, talvez eu consiga manter as energias muito legais que circularam comigo nestes dias ausentes da internet.

Essa distância às vezes é boa. Nos faz ver as coisas por outros ângulos. E nos faz refletir... precisamos mesmo ter certas coisas? Precisamos ser de "x" jeito? 
Depois escrevo um pouco mais sobre meus dias de "férias" da web!