Ainda estes dias comentei num digníssimo post da Marcela que eu adoro andar "montada". 
Aí eu comentei isso com uma amiga e ela me disse: 
"Mas você não anda montada, você anda no seu estilo! Quem se monta é drag, que veste uma persona".

Daí eu refleti e me dei conta que faz pouco tempo que peguei a mania de dizer que "adoro andar montada".
Faz mais ou menos 2 anos que voltei a usar o visual que gosto. Antes disso eu vinha da fase retorno de Saturno em que anulei meu visual mais elaborado (que costumava ser meu habitual desde os 17 anos) porque supostamente eu tinha e precisava "me encaixar". Foi uma época que adotei a estética pin-up, por ser um tipo de visual alternativo seguro, amenizado e super aceito por ser "bonito e elegante". 

Acontece que não me sentia plenamente bem sendo "amena" e aos poucos voltei a me elaborar mais, voltei a usar peças que eu tinha largado de lado e que me representavam. Daí, acredito que até mesmo por defesa, passei a dizer que eu "me montava". Mas como bem lembrou minha amiga, por eu amar moda, história da moda, sociologia da moda e a liberdade pessoal que a moda me proporciona, eu gosto de usar a roupa como expressão ou extensão de meu estado de espírito. Não há motivos para eu ficar na defensiva caso meu estilo por várias vezes possa ser considerado exagerado por outras pessoas. 
Às vezes ocorre de eu usar a roupa que muitos considerariam "de balada" pra fazer as compras da rua ou ir no shopping, porque aquele é o visual que me sinto bem e confiante. Atualmente não tenho "roupa de balada". Não tenho mais essa divisão. Da mesma forma que há dias que meu visual é mega simplório que chega a ser entediante - especialmente nos meses de alto verão ou quando vou no supermercado, local que preciso abaixar, levantar, andar e carregar sacolas - esse visual tédio também é um reflexo verdadeiro de mim, não é uma "desmontação".

Cheguei a conclusão que vou evitar ao máximo dizer que "adoro andar montada", porque não preciso me desculpar por gostar de usar plenamente minha moda.
Como bem foi citado pela minha amiga, quem se monta, monta uma persona. Eu, parafraseando Alfred Hitchcock, plagio à mim mesma.


Eu espero que todas as divas alternativas por aí também descubram que não precisam pedir desculpas se se vestem um pouco mais "over the top" que o habitual quando bem entenderem.
Afinal, existe estilo alternativo que não seja "montado"? 
Acho que não né?  ;D



22 Comentários

  1. Ás vezes eu me sinto assim, quando não estou no meu estilo, estou mais simples, fico me sentindo cansada, triste, desanimada, parecendo que não sou eu.

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    1. Na fase citada eu me forcei a ser simples sabe? Mas um simples que não era "o meu" simples. Tentei ser outra pessoa, achava que precisava usar calça jeans mesmo odiando a peça não... definitivamente não dá pra se negar tanto assim, a não ser, é claro que seja uma situação de extrema necessidade.

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  2. Sana,vc não imagina como esse texto veio a calhar no meu momento :O
    sério mesmo,vc falou exatamente sobre oq eu estava refletindo ainda ontem,e me ajudou muito.
    de uns meses para cá eu tenho voltado a usar o visu que eu usava antes,inclusive peças q estavam guardadas a anos.
    bom,essas roupas são de um valor indescritível pra mim,elas expressam oque eu sou,vestir algo que é a nossa extênsão é muito bom,porém é muito exagerado para os outros,oq acaba causando espanto e muitos olhares,muitos mesmo e eu não estava mais acostumada a isso rs.
    além de que mesmo as pessoas que são alternativas não usam mais esse tipo de roupa,então acabamos chamando mais a atenção ainda.
    e pela idade as pessoas olham mais ainda,mas eu me sinto tão bem,tão bonita,dá uma alegria.
    mas confesso que antes era mais fácil,não se porque eu já estava acostumada,ou se porque eu encontrava outras meninas no mesmo estilo e isso traz uma certa identifcação e parceria.
    Por onde vc anda,sua cidade e tal,tem outras meninas q se vestem como vc?

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    1. Puxa que bom que te ajudou Gio!! Saber que foi útil pra outra pessoa...
      Oque é exagerado pra outras pessoas, não é pra gente! É nosso normal!

      Seu comentário me fez pensar em como a moda às vezes é mal interpretada, o vestir é uma escolha pessoal, sendo reflexo do que somos e pensamos... então porque se sentir culpada por se expressar plenamente pelas roupas? O lado fútil da moda não atinge a gente, porque usamos a moda como extensão de nosso estilo.

      Muito legal isso que você disse de peças suas que são alternativas mas que não se veem mais hoje, talvez seja porque a moda mainstream tenha conquistado as meninas alternativas e elas tenham perdido um pouco desse lance do estilo pessoal mais fixo/característico para um estilo mais trend.

      Nas minhas redondezas não tem muitas meninas como eu.
      As amigas da minha idade se tornaram "normais" e me admiram por não ter largado o estilo. As minhas melhores amigas tem visuais super normais/sofisticados, chega a ser engraçado como nós contrastamos nos looks quando andamos juntas!
      Daí tem as meninas do metal mas elas são aquele visu clássico de skinny/legging + cabelão comprido. Acabo fazendo amizade com o pessoal mais novo que acha o máximo eu ser mais velha e me usam de inspiração. Mas essas meninas novinhas usam mais roupa mainstream ou um neo grunge, um hipster... aquele diferente "cool", sabe?

      Eu acho que o pessoal de minha cidade já se acostumou a me ver na rua porque tem um povo que me vê sempre e nem me olha mais 2x como faziam antes kkkkkk

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  3. Sana, sei que isso não tem muito haver com o post mas enquanto te lia uma pergunta ecou na minha cabeça... da onde tu é? cidade, estado... ? onde tu mora atualmente...?

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    1. Vish! Nasci num estado, cresci em outro, morei em mais outro, trabalho viajando...mas o local que considero minha casa mesmo é uma cidade do interior de SP com uns 100 mil habitantes. :)

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  4. Pelos deuses, Sana! Assim como com a Gio, o texto veio a calhar demais no momento que estou passando.

    Até outro dia, estava pensando "Poxa, a ocasião não pede que eu me assume tanto assim...", "Poxa, queria usar tal roupa pra ir em tal lugar, mas acho que vai ficar exagerado..."
    Depois eu sempre me repreendia: eu sou exagerada, eu sou "trevosa", é assim que eu gosto de ser e é assim que eu me sinto bem - por que amenizar?

    Antes eu me debruçava no fato de que trabalhava com atendimento ao público para amenizar tudo. Quando sai do emprego, recentemente, e percebi que continuava amenizando as coisas, percebi que algo não estava certo. Tudo bem se eu realmente não estivesse disposta à me expressar como o usual - mas eu estava! O que acontecia de errado, então?

    Bom, só queria dizer que ainda não sei o que estava acontecendo de errado, mas que o seu texto me ajudou demais a enxergar que eu não estou errada por querer mostrar ao mundo por fora como estou por dentro! Se reprimir é chato. (baixou Menudos, agora).

    Obrigada, Sana!

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    1. Oi San!!
      Trabalho é uma coisa que super deixa a gente louca né? Porque a gente sempre tem que ter uma roupa mais "aceitável" e querendo ou não, usar aquilo todo dia nos influencia sim!!

      Mas fora do emprego, essa coisa de ocasião acho que depende de como cada um constrói sua vida. O que eu demorei a entender é que, se você curte andar no seu estilo o tempo todo, vc vai acabar adaptando seu estilo à ocasião e não o contrário. Porque quando a gente faz o contrário, é aí que surge a amenização.
      A amenização só é sadia quando parte de você naturalmente como uma fase ou um processo de evolução de estilo. Não acho a amenização sadia quando ela surge como uma obrigação, porque aí ela gera esses conflitos internos.

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  5. Interessante esta questão, Sana!
    Nunca pensei por este ponto, e não imaginava que alguém se sentia mal por usar o termo "montada".
    Montada para mim seria aquele look que eu visualizei, concebi com antecedência, com carinho e atenção. Nos dias que saio atrasada, tiro o pijama e visto qualquer coisa, acabo nem prestando atenção no que vesti, nem coloco acessórios e por isso digo que não saí "montada" como gostaria. É meu conceito da coisa, sabe? Não sei se é o mesmo...talvez em alguns pontos, de certa forma.
    Entendo o que vc está dizendo.
    Eu tenho sérias restrições (e não deveria ter) com meninas que montam o look, fotografam e não saem com ele. Se você gostou, por que não sair com ele? É a política do "me montei, fotografei, arrasei, agora vou tirar tudo para ficar mais aceitável". Noooooo!
    E eu tenho passado por uns choques de "ai não estou alternativa suficiente" de novo. Eu deveria olhar no espelho e pensar: tá confortável? tá bonito? gostou? então saia e toca a vida. Mas sempre acho que faltou alguma coisa...e quando coloco não me sinto eu, me sinto uma persona, um exagero! E não deveria né? Se me sinto bem comigo, por que me comparar? A função da moda é essa: refletir meu eu, não o eu + outros!
    Bacana sua coragem de expor esta questão!

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    1. Vívien! Você sempre trazendo questionamentos, ADORO!! :D

      A sua opinião tem a ver com o modo que muitos pensam, que é o lance de "criar um look pra ocasião." Como minha amiga bem percebeu (e olha que minha amiga é uma pessoa "normal"!!), aquele look que separei com carinho pra uma ocasião, não é uma montação, porque eu não viro outra pessoa, continuo sendo a mesma, aquele look que selecionei, é ainda meu estilo, só que mais elaborado, dedicado.

      Acho que "não estou alternativa o suficiente" é algo complexo porque... você pode estar com uma sainha, uma blusa e uns singelos acessórios e estar alternativa aos olhos dos OUTROS, embora nos seus olhos esteja simples (porque você sabe que poderia estar mais elaborada).

      Agora... eu me interessei com o fato de você colocar mais coisa e aí se sentir uma "persona"... isso me fez perceber/lembrar de uma coisa agora que é a seguinte pergunta: como você se relaciona com a moda??
      Acho que a resposta pode te ajudar sobre se é exagero ou não.
      Porque eu vejo a moda como uma expressão de mim, só que isso foi um processo. ANTES (da facul) eu não via a moda assim, eu via ela mais como lado da "máscara". Eu demorei uns bons anos (os anos da facul), pra ACEITAR que eu ainda era eu mesma se saísse na rua toda elaborada. Porque o que dizia que eu não podia sair daquele jeito foi a minha educação, o meu ambiente social e etc...
      Hoje eu sinto o oposto que você: quando não posso me elaborar muito, eu não me sinto plenamente eu! Fico querendo colocar uma tralha a mais no look mas não posso (trabalho).

      Mas acho que nada te impede de usar o montada como um sinônimo pra elaborada... acaba sendo um hábito linguístico mesmo. É que eu e minha amiga já fomos pra análise mais profunda da palavra (filósofas kkkkk).
      Estamos em situações/pensamentos meio "opostos" né? Isso é super interessante porque gera debate!!

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    2. Aproveitando intervalo para responder. Noussa, até copiei para responder parte a parte, pq o assunto merece! Hehehe
      O termo montação é bem plástico, eu penso. Ele pode ter uma conotação sutil de proteção, como neste caso que vc levantou, como ser um sinônimo para elaborada, que é o meu, ou até mesmo uma fachada de outra persona, que é o mais comum. Aquele caso da menina andar de calça e camiseta a semana toda, chegar em casa nos findes e se produzir com tudo que tem e adquiri outra personalidade junto, mais ousada ou mais sensual. Acontece muito com mais novas, pelo menos as que conheço são assim. São 3 contextos, pelo que eu vejo.
      Essa discussão do “se sentir alternativa o suficiente” é uma faca afiada apontada por nós mesmos para nós mesmos, né? Afinal, com quem estou me comparando? Comigo ontem? Comigo anos atrás? Contigo? Com um vocalista de banda? Com quem, afinal?
      A questão de colocar mais coisa e me sentir outra persona é confusa: eu sou uma pessoa que curte linhas bem simples, certos tecidos e certos símbolos. Então, se coloco uma saia, uma blusa e um coturno, acrescento uma corrente egípcia e já posso sair. Não me incomoda. Se tiver tempo, vou querer colocar mais coisas. Mas tudo tem um limite comigo, e se eu olhar no espelho e ver correntes+brinco+estampa+anel+make+pulseiras, não vou me ver 100%. E isso me incomoda porque é uma questão unicamente pessoal, de gosto mesmo. Mas dae vejo tutoriais de makes lindas, mulheres usando várias coisas juntas e resolvo me desafiar. Acabo agindo de outra forma, como um camaleão imitando outro padrão – meu apelido antigo não veio a toa, isso acontece a anos! Isso muito tem a ver com meus limites mesmo, e aí entra uma questão: preciso colocar todas estas coisas para me sentir eu? Depende do dia. Tem dia que quero tudo, tem dia que não quero nada. E a cobrança de determinar um estilo, fecha-lo, se torna um fardo que atrapalha minha percepção do que é eu na moda. É um exercício diário, que faço a anos e ainda não me adaptei 100%, e acho que nem devo, faz parte da minha vida cotidiana.
      Não sei se me fiz entender hehehehehe
      Adoro estes questionamentos, é tão bom conversar com cabeças abertas ao novo!

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    3. Pôxa agora o termo se expandiu mesmo! Como você disse tem pelo menos 3 sentidos.
      Eu usei ele mais no sentido da gíria mesmo "montada". Mas como verbo - "montar um look" - no sentido de selecionar peças pra uma ocasião, é algo que todas nós fazemos.

      Eu não posso falar com propriedade sobre as meninas que nos findis se produzem porque eu não fui dessas garotas, mas sei que elas existem!! Quando adentrei na subcultura rock, eu passei a usar elementos do rock todos os dias, isso aliás é uma característica de quem "escolhe" uma subcultura pra fazer parte, a pessoa vai usar sempre que possível o visual característico.

      Bem como você disse, as meninas mais novas realmente montam uma persona mais sexy e ousada, talvez porque seja o momento em que as mulheres são permitidas a serem mais livres sobre suas escolhas? Talvez porque as mulheres sejam sempre cobradas no dia a dia a serem pessoas "decentes"?? E aí nos fins de semana soltam as amarras sociais??

      "Se sentir alternativa o suficiente" (na questão visual) parece ser mesmo uma questão mais pessoal...
      Por isso eu digo pras pessoas: não se comparem!
      Sejam vocês o máximo de tempo possível porque vai chegar num ponto que a comparação será maléfica demais! Se você olha apenas pra si mesma (não no sentido egoísta mas no sentido de personalidade) você vai encontrando coisas (alternativas) que te agradam e vai montando seu visual. Daí você sempre será alternativa o suficiente.

      Vendo você falar de uma linha visual mais simples: eu fui criada minimalisticamente. Por aaanos fui minimalista nos meus looks, eu era tipo você, colocava um anel + gargantilha + saia loka e me sentia over the top. Só que com o tempo percebi que era uma resistência minha ao "elaborado" (por preconceito, por falta de hábito e porque eu jurava não gostar) e acaba que hoje sou mais elaborada do que no passado mas menos elaborada que muitas pessoas por aí.

      Só que eu penso que a vida é quebrar limites, afinal, quem coloca os limites na gente?? É, em boa parte nosso ambiente, nossa criação, a percepção que criamos das coisas... Às vezes você se sente mal muito montada talvez porque essa Vívien ainda esteja adormecida. Ou talvez não... talvez o seu elaborado seja o meu básico. E fica tudo bem assim. :)

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    4. Vc sempre me dá o que pensar, Sana. Admiro a sua capacidade de falar o exato do jeito certo.
      Vou ponderar bem sobre isso, até pq acho que esta é uma conversa que nunca tem um ponto no fim, só reticências.
      E vamos trocando ideia ;)

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    5. Só reticências mesmo! :)
      Lendo o post da Sandila eu me lembrei de um outro viés do "montada" kkkk , o assunto ainda vai me fazer refletir muito sobre!! :D

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  6. Nossa.. nunca tinha parado pra pensar nisso, mas é bem verdade né!?
    Às vezes vou arrumar pra sair com minha mãe e ela logo já fala: "Não sei pra que tanta demora/Não sei pra quê arrumar tanto só pra ir ali. Não é uma festa é uma ida ao supermercado", por exemplo... rs
    Mas eu nem ligo, arrumo do jeito que tenho vontade.
    Eu também sou tipo você, minha roupa depende do meu humor. Tem dia que tô só com uma legging e uma blusinha qualquer, mas tem dia que to naquele naipe! haha
    Ótima análise essa da sua amiga. Realmente, quem se monta, se monta baseado em um personagem e a gente só veste algo porque gosta e não porque quer imitar um personagem.
    Adorei o post!
    bjin

    http://monevenzel.blogspot.com.br/

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    1. Pois é Mone... "montar um look" no sentido de verbo é algo super normal, a gente todo dia faz uma escolha; mas "montada" como gíria já é algo que pode soar como montar um personagem...
      Louco isso né? Mas é pra isso que servem os amigos, pra sacudir a forma que a gente pensa kkkk
      Ah Mone eu não vou nem na padaria sem batom e lápis de olho e nem sem estar minimamente apresentável, acho que todo lugar merece nosso respeito e devemos honrá-los nos vestindo bem haahaha!!

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  7. Esse post foi um tapa na minha cara. Eu vivo dizendo que "me monto" também. Aí quando vou para lugares, digamos... "comuns" como shoppings e etc, eu tenho que ficar 15 anos matutando que roupa vestir pra não parecer "montada demais" pra ir pra um lugar tão "simples" como o shopping.
    Isso é uma coisa que luto muito.
    E não deveria ser assim, sabe? Mas a verdade é que não ligo muito pra roupas. Contanto que eu esteja confortável, qualquer coisa tá bom... sabe? Me incomoda ter que me preocupar com isso.
    Então aproveito um evento como show ou balada pra intensificar os meus gostos como usar vinil, couro e veludo, mas se eu não tô afim eu não vou me esforçar muito, não gosto de nada muito pensado, me sinto desconfortável e tals. Mas deixar de vestir o que quero porque a ocasião "não pede" é algo que tenho meeesmo que trabalhar!
    Mas aprendi uma lição com esse post! Não é uma desculpa mesmo. Se eu quiser sair por aí no meu máximo, porque é o que me faz bem, eu vou sair.
    Bêzo!

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    1. Te contar... eu vou shopping e sei que só vai dar eu lá de saia com anágua, sapato plataforma e spikes, mas e daí??? Tem mulé que vai no shopping toda trabalhada na onça + acessórios dourados!!
      Que diferença tem entre o look dela e o meu?? Só o estilo! Pois ambas vestimos o que gostamos livremente!

      Mas Rubia, eu sei que você amaaaaa um vinil, verniz e plataforma. Aqui no Brasil a gente tem a questão do clima... não dá pra usar essas roupas o tempo todo, daí acaba que a pessoa parece montada mesmo sem querer. A não ser que você more na Finlândia como aquela blogueira do Forsaken que usa verniz de dia e lá, por causa do clima ela não soa nada "artificial" ao ambiente! Aqui a gente tem o fator clima como complicador.

      Acho que principal questão é: quando você usa uma roupa dessa (elaborada) você se sente mais Rubia ou se sente interpretando outra pessoa??
      Se você se sente mais Rubia, você não está "montada". ;)

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  8. Eu gosto tanto dos teus textos, Sana. Eles sempre tiram a gente do lugar-comum e nos fazem pensar em questões que frequentemente não levantamos. Quanto à isso de "andar montada", eu também já passei por uma fase de tentar me amenizar, me refugiei nessa estética mais retrô, que das nuances alternativas creio que seja a mais bem aceita pelas outras pessoas, e eu até gosto bastante disso, mas não sou só isso - e se amenizar nunca é bom pra gente. Frequentemente ouço que vou montada pelos meus colegas da faculdade... mas, se grande parte dos meus sapatos são creepers e coturnos e eu realmente adoro eles, porque precisam ser resguardados só para os fins de semana? Por que eu não posso me "dar ao luxo" de me arrumar um pouco mais, de usar um batom preto vez ou outra, só porque é da minha vontade? Eu também vivo isso de "ah, só estou indo fazer isso, não preciso me arrumar tanto", mas eu gosto! E não importa que os outros estejam de jeans e camiseta, eu não me sentiria bem estando como eles, então não preciso me moldar.
    Tu é demais Sana, muito obrigada por esse post ;)
    beijos

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    1. Ah, obrigada Bruna :)
      Exatamente! Por que as coisas que gostamos precisam ser usadas só em determinados momentos e não sempre que quisermos? Ainda mais na facul, em shopping, na rua... que não existem regras como nos empregos...
      Eu gosto de me arrumar, talvez por isso o "montada" não faça tanto sentido pra mim, e realmente jeans e camiseta é algo que eu *nunca* me senti bem! (você me fez reparar nisto agora)
      Bjs!

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  9. Achei o link desse post no blog Nox et Lux e vim qui ver, gostei pra valer, sabia decisão, rsrs! Esse texto traduziu bem o meu pensamento no momento, é sempre complicado sair desses esteriótipos de tentar se encaixar na sociedade, mas eu também não entendo o que é isso, se ser você mesma é o que te faz feliz, se joga! Não fica preocupada com que vão pensar, pra ser feliz é só querer.

    Beijos, INconvencional!
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    1. Obrigada Ingrid!! :)
      Ser a gente mesma é super difícil quando tudo em volta conspira contra. A gente tem que ser bem resistente e persistente!
      Bjinhos!

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