•Projeto: Meninas Malvadas• Blogueiras S/A


•Projeto: Meninas Malvadas•
Quem nunca assistiu ao clássico filme onde a Lindsay Lohan é protagonista? Onde a mesma deixa de ser ela mesma, deixa seus amigos verdadeiros, e finge ser quem não é só para se enquadrar em um grupo em especial. Pensando nisso, quis criar tal projeto, que consiste na seguinte coisa: onde pessoas criam uma imagem fake, afim de parecer outra pessoa, pode ser na época da escola, ou até mesmo depois de adultas, pois pasmem,isso acontecem muito. Não é um projeto para criticar quem faz isso, mas para dizer como isso incomoda, e como devemos nos aceitar por completo, criar nossa própria imagem, e não virar nossas próprias inspirações por completo...



Finalmente, depois de tanto prometer e nunca cumprir, hoje eu consegui participar de mais um Projeto de blogagem coletiva do Blogueiras SA!

Fingir ser quem não é, especialmente quando se é novinho ou imaturo acho até que é normal. Afinal, nessa idade, a personalidade ainda está em formação e a experimentação algumas vezes acontece reproduzindo ou imitando um ídolo ou uma pessoa que se admira (ou até que se inveja). 
Mas, quando a gente já cresce um pouco, sai da adolescência não vejo a imitação ou uma "vida fake" como algo legal. 

Eu completamente entendo que descobrir quem se é é um processo longo e que nem sempre, aos 20 anos, a gente já sabe. Entendo também que no mundo de hoje, aparentar ser algo/ser alguém  tem mais peso do que ser quem se é verdadeiramente. Porque às vezes você não é aquele glamour todo, não é aquela pessoa cool, você é diferente da massa nos pensamentos e não na aparência. Só que o mundo de hoje é super focado em aparência. É perigoso criar um personagem que no médio prazo não vai deixar feliz. Daí você vai cansar de fingir e vai "cair em depressão/tristeza sem saber porquê", e seria por: crise de personalidade.
Criar um personagem por interesse, por conquista de espaço, por exibicionismo ou por necessidade de aceitação: uma hora esse personagem desanda, não se consegue mantê-lo por muito tempo se aquela não é sua real essência.

Criar um personagem fake, aparece também na vida adulta, algumas vezes pra agradar chefe ou um colega e não tanto pra ter popularidade (esta, mais desejada quando jovem).

E eu? Bom, um dos motivos do meu bullying na época escolar é que eu não me encaixava em grupos. Quando eu tinha uns 11 anos, tinha o grupo das mais lindas e populares, eu ainda com uma auto estima frágil queria ser daquele grupo, mas aqui dentro, eu sabia que não pertencia aquele espaço porque nossa visão de mundo era oposta. Aí, simplesmente desisti de ser parte daquele grupo, porque mentir pra mim mesma me deixava triste e angustiada.
Se eu já criei um personagem? Sim! Lembro que quando comecei a ouvir heavy metal eu queria parecer má, assustadora, eu bolava um visual bem pesado pra chocar as pessoas. E me deliciava, sorria por dentro pelos olhares de espanto que eu recebia. Mas depois aquilo passou, porque eu percebi "que grandis bostas, não preciso ser um cliché ambulante!". Não tinha jeito, eu era #diferentona (com orgulho).

Personagem bom é aquele que a gente cria que reflete a nós mesmas! Eu já contei aqui que gosto de rock e que quando vou me vestir, me visto como se eu fosse uma rockstar. Reflete quem realmente me sinto por dentro. 

Não vou puxar saco de ninguém só pra ser parte de um grupo. Não vou fingir que sou de um jeito só pra ter mais likes, mais amizades ou obter vantagens ao puxar saco de alguém no trabalho. Não me interessa mesmo o comportamento de rebanho. 

E eu sinto que pessoas poderiam ser incríveis se passassem a explorar mais o jeito único delas. Ser único às vezes te trás menos popularidade, nem todos te entendem, mas não tem preço a sutileza de espírito que se ganha. A leveza da alma ao ser verdadeiro consigo mesmo. A liberdade de ser, usar e fazer o que quiser sem rótulos ou padrões. A alegria de ser quem gosta de ser sem ficar na dependência do julgamento de aceitação do outro.

Mas eu entendo que descobrir quem se é, é difícil! Às vezes não somos interessantes, somos estranhos ou somos apenas simples demais pra opinião alheia! Mas não podemos achar que só seremos alguém e só seremos cool se nos encaixarmos do ideal do outro e virarmos quem não somos.

Participantes até o momento: Blood, Bats ans Bones , Cinderella Smile, Lady Dark

3 comentários:

  1. Fiquei muito contente em ver que você participou com este texto maravilhoso!!! *O*
    Nunca irei mesmo entender qual o problema em ser você mesmo, de ter uma identidade única, de fazer o que gosta, vestir o que gosta, agir como quer, pensar com sua própria cabeça e todo o resto.. não sei qual o erro em ser assim para que as pessoas precisem se "inventar" para serem "aceitas", para pertencer a um grupo ou SER TOP! E ainda sim, mesmo no mundo alternativo que devia abranger quem é excluído de todos os outros grupos, eles próprios excluem os diferentes!!! Como entender?! É tão "bagaceira" hoje em dia SER, quem você É de verdade?! Obrigada sociedade, mais serei bagaceira mesmo, porque estou sendo EU MESMA! Do que ser outrem distinto de mim, do meu eu real! Batkisses

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  2. Oi Sana!
    Lindo texto!
    Tu comentou sobre os tempos de escola,coloquei a minha mente para raciocinar um pouco,eu tinha um visual mais sombrio,mas porque não queria ser vista,até as roqueiras da época eram mais vivas...Mas pelos meus amigos que eram bem diferentes de mim, e alguns que me chamavam de irmã fui aceita numa boa,apesar dos gostos musicais e culturais serem diferentes.Lembro que um piá assumidamente racista,conversava comigo e disse que esqueceu a cor da minha pele,pois pela pessoa que eu era eu merecia respeito.Mas mesmo assim sofri com a estima baixa,como qualquer outra pessoa fora dos padrões sofria retaliações da maioria,talvez por isso queria passar como uma sombra.

    Nunca gostei de puxar o saco dos outros,sempre levei pra mim ''gostas ou não''-mas se eu pegar novamente pela memória,comecei assumir quem eu era de fato e em definitivo (pois oscilei entre os 18 e 19),com farofa e alegria aos 21 anos,quando voltei para casa depois de ter morado fora e consegui mudar de emprego,que me possibilitou conviver com pessoas diferentes.O pessoal da roda underground,tinha vergonha da maneira extravagante na qual eu me vestia...as pessoas fora desse ciclo,me elogiavam pela personalidade própria e a coragem de ser eu.Vi que não tinha nada de vergonhoso ou errado.E eu ria mais com essas pessoas,do que com os meus próprios amigos,que precisavam de uma válvula para poder se sentir vivos e rirem.

    E como você citou, explorar nosso jeito único,faz coisas incríveis pela gente e pelos outros.E isso é de fato verdade!Pessoas que me amaram de verdade,foram aquelas que souberam entrar nesse emaranhado que é a minha personalidade.É uma liberdade tão leve,que te dá mais coragem para explorar as coisas que você quer, de sempre se enriquecer e conhecer um mundo novo a cada momento!

    A jornada de descoberta foi dolorosa e incrível,mas eu não me arrependo de nada!

    Mais uma vez ótimo texto ♥♥♥

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  3. Nossa.. super me identifiquei com o não encaixava em grupos na época escolar. Só que no meu caso eu custei, custei muito a entender o porque eu não me encaixava. Eu passei todo meu período escolar achando que eu tinha que agradar as pessoas. E como eu não tinha incentivo em nenhum dos lados pra me fazer pensar que eu não precisava me encaixar, eu passei por uma fase bem difícil de achar que eu era um erro no mundo... rs
    Achei bem legal o post.
    Precisamos de mais pessoas no mundo que incentivem suas crianças e adolescentes a serem quem são sem ligar pro pensamento de massa. Com certeza muitas depressões seriam evitadas nessa fase tão difícil da vida.
    Se descobrir é basicamente uma luta diária e todo dia descobrimos algo novo sobre nós mesmos. Manter os personagens à distância é muito importante para que sempre saibamos quem somos de verdade.
    bjin

    http://monevenzel.blogspot.com.br/

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