A coerência egípcia nunca mudou, suas roupas foram as mesmas mesmo com o passar dos séculos.
Talvez nos lembremos deles como um dos povos do passado que mais estudava os céus.

Mestres das estrelas, refletiam nas pirâmides o cinturão de Órion.
Dentro da pirâmide de gizé há poços apontados para as estrelas.

"as above so below" = "tanto na terra quanto no céu" 

Os egípcios tinham consciência do universo e da ordem cósmica que mantém o equilíbrio.
(as above so below).

A vida em ciclos sempre voltando à origem.

Fênix dá inicio ao tempo, o início dos ciclos da ordem cósmica. Quando o ciclo se completa, fênix surge novamente em outro ciclo.
A natureza comandava os ciclos.
O Nilo seguia um ciclo. O ciclo do Nilo casava com o das estrelas.

O conceito de ciclos e a eternidade.

Os monumentos mudam de localização pra manter a sincronia da lei cósmica.
A esfinge olha pro leste; o sol no equinócio, o primeiro tempo; o leão no céu, a era de leão.

Maat dominava o mundo subterrâneo e representava a verdade na eternidade.
Thot senhor das sabedorias, arauto dos deuses.
Hórus o filho divino, o faraó do Egito.
Seshat deusa que alinha o tempo às estrelas, registrava os anos de um reinado.
Órion no leste.
Sírius na alvorada.

Num renascimento, a  Sírius sumia por 70 dias e depois aparecia, no horizonte.
Assim como o sol, o inicio de verão trazia a inundação que dava vida ao Nilo e ao Egito.

Ordem e desordem são parte do equilíbrio cósmico.

Haviam também as estrelas imperecíveis, as que nunca morrem, nunca se põem: as estrelas circumpolares. Elas alinham os templos, giram em 24h servindo como relógio.

Hoje mal conseguimos ver estrelas.
Eu chamo os meus ciclos de "fases", elas chegam como novidade e experimentação, eu as vivo e aprendo, elas acabam. Mas minha essência permanece (a vida em ciclos sempre voltando à origem).
Eu inicio outra fase, novo aprendizado, novo fim.

Aprendi com os egípcios sobre ciclos. E continuaremos contando estrelas por milênios.






“Um dia [por volta dos 18 anos] eu acordei de manhã, fui no meu armário e vi que só usava preto. Eu pensei: “Nada disso”. Peguei uma calça e rasguei toda, botei uma meia roxa, enchi a cara de batom, desgrenhei o cabelo e fui para a rua. Levei porrada. Meu dente entrou pelo lábio, tenho a marca até hoje. Fui parar no [hospital] Miguel Couto. Mas pior foi tomar cuspida na cara, como aconteceu em Ipanema. É difícil ser a primeira, a ousar, a usar esse visual. Atualmente não assusto mais, mas tem gente que acha que sou travesti. Agrado as minorias.”




"Nunca fiz o jogo dos outros. O que as pessoas achavam bom eu não dava valor. Claro que não estou fora do sistema."


"Ser livre é um trabalho de muitas gerações, não incomoda absolutamente. Mas nós não estamos prontos para isso. A gente tem liberdade de escolher a prisão que a gente quer ficar, tem gente que é até escravo da liberdade, procura tanto a liberdade que fica escravo dela."




"Ninguém tá tratando a vida como sagrada. Qual é a proposta? Casar, ter filho, ganhar dinheiro, deus é o dinheiro. Não usam mais o tempo para ser, só para ter. Ter não é ruim, não, mas você usar seu tempo todo para ter?"



"Um dia mandei fazer uma com rabo de cabelo falso. Queria cabelo de negro. Desde a infância. Quando era pequena, lá na roça, e as negras tiravam as tranças e o cabelo ficava enorme, eu ficava encantada! Que cabelo maravilhoso! E elas diziam: “Não, o teu que é bom, e o nosso é ruim”. Achava o meu cabelo bem pior. Então, pensei em um dia ter cabelo de negra."


"O mundo não tá careta, o mundo tá muito ignorante. E a ignorância é mãe e irmã do preconceito. Quando eu tinha uns oito, nove anos, morava na roça em Minas Gerais, e meu pai sempre falava: presta atenção na natureza, ela ensina tudo."


"Eu tenho muitos deuses, sou politeísta. Tem uma frase do Álvaro de Campos que eu acho que foi feita pra mim: “Ergo em cada canto de minha alma um altar a um deus diferente”.
As religiões nos atrapalharam muito. O que essas religiões fizeram? Eu adoro Cristo, mas Cristo só trata do homem. E a floresta, que é nossa irmã? E a pedra, que é nossa irmã? E o cavalo? E o rato?  Botamos um monte de coisa pro homem fazer e esquecemos do tempo em que a terra era sagrada, do tempo em que a floresta era sagrada. Você pedia licença para tirar uma folha, nos tempos em que o mar era sagrado. Para os gregos, era Poseidon; para os romanos, Netuno; para os africanos, Iemanjá; e você não poluía o mar, né? No tempo em que o raio era sagrado, para os africanos, Iansã; o trovão, Xangô; na hora em que a deusa raia e o deus trovão se encontram tem a trepada do céu com a terra, e aí tem o orgasmo que é chuva e a terra germina. Isso é sagrado. Mãe natureza fez, tá muito bem feito. Agora nós não conhecemos mais a mãe natureza. Hoje o ser humano olha pra mata e diz “como é bonita a natureza”, como se ele não fizesse parte. Como assim?"


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