Mais um projeto dos blogs aliados do Universo Alternativo! Este mês o tema é "Sobre meu estilo pessoal".


Se eu tiver que resumir sobre meu estilo pessoal, eu diria que minha maior inspiração é o conceito de"Rockstar", uma inspiração empoderada, confiante e de atitude! Uma homenagem a todas as mulheres roqueiras que eu admiro e me espelho! 
E caso eu tenha que dizer como é meu estilo, eu diria: saia e blusa. O ano todo. Podem reparar: tudo que visto tem uma blusa e uma saia complementadas com outras coisas como corselets, cintos, meias calças, leggings, calçados e poucos acessórios. É isso, eu sou a mulher das saias.

Não uso muito estampas não porque não gosto mas porque raramente encontro alguma do meu gosto (às vezes encontro mas custam os olhos da face), então acabo usando peças mais lisas ou com poucos detalhes. Dentre todos os meus estilos pessoais, tem uns 3 que se sobressaem sendo que tem várias nuances em cada um destes estilos. Não estou com meus arquivos de fotos aqui, então vou usar umas que já tinha publicado no blog.

Rockstar Wannabe:
É minha expressão mais livre de moda alternativa onde misturo punk, rock, goth, clubber etc. Rockstars são exibicionistas, não ligam se os outros olham ou julgam, sentem prazer em se diferenciar! Foi esse tipo de comportamento que me fez adotar moda alt na adolescência e é o que mantém minha paixão falando mais alto. Falei mais sobre isso aqui neste post. É quando uso couro, vinil, verniz, spikes... materiais com mais impacto visual. Atualmente uso com menos frequência, mais no outono inverno - pois estes são materiais plásticos que combinam mais com temperaturas amenas - e fim de semana, eventos e shows. Inspirações estéticas e de atitude: Doro, Joan Jett, Shirley Manson, Siouxsie Sioux, Amy Lee, Floor Jansen, Ash Costello, Grog Rox...

Lady in Black / Retrô Atualizada:
Esse é meu lado mais gótico (gótico tanto no significado adjetivo quanto se referindo à subcultura) onde uso muita inspiração dark, horror, mistério... e por hora um  appeal mais "elegante" com ajuda de rendas e uso ocasional de elementos retrôs e glamurosos. Eu digo "retrô atualizada" porque tenho dificuldade de usar looks 100% retrô, sabe? Eu acabo preferindo peças mais modernas, atuais, diferentes e o retrô dificilmente se encaixa nisso já que usa peças "do passado", por isso meu retrô é atualizado: porque uso saia godê sem ser 50s demais, uso saia lápis sem ser 40s demais, uso blusinha bufante sem ser 80s demais e assim vai.
Inspirações estéticas e de atitude: Amy Winehouse, Patricia Day, Dita von Teese... Inspirações Blogueiras/InstaGirls: MothMouth (Through the Looking Glass), Susanna "Suski" (Desperate Hell), Sanna Nokkonen (Black Widow Sanctuary), Kriss Poison, Meagan Kyla (Coffin Kitsch), Kitty (Sophistique Noir), Villena Viscaria, Milla Marques (De Coturno e Spikes), Mariana (Marie Devireaux), Rosana (Bettie From Hell), Sarah Ametyst e outras mais! É o visu que uso qualquer dia da semana que eu estiver no espírito. 

Minimalista Elaborada:
Este é um conceito contraditório que significa que sou de uma base minimalista (adolesci nos anos 90 né mores) só que meu minimalismo pode ser ocasionalmente elaborado com acessórios chamativos e de impacto. É o visu do dia a dia.
Inspirações estéticas e de atitude: Marie Fredriksson, Angelina Jolie, Adora BatBrat - eu percebi que a Adora montava looks muitos semelhantes aos meus só que enfeita ao extremo, eu prefiro os visuais mais "minimal". Óbvio que, por ser adepta de visual alternativo o meu básico, o meu minimalismo dificilmente se encaixará nos conceitos destas palavras no mesmo significado mainstream.


 Podem reparar, meu estilo é bem definido: é blusa e saia e poucos acessórios
(sempre os mesmos ou sempre parecidos). 

[EDIT 20:03hr]: Esqueci de falar sobre consumo das roupas e acessórios. Normalmente peças básicas lisas eu compro em qualquer lugar. De loja popular à de departamento, elas são pra usar bastante e acabam gastando rápido. Roupas mais estilosinhas eu acabo optando por marcas, porque quero que estas peças durem muuuito tempo. Acessórios eu compro em qualquer lugar, sem restrição: de lojinha popular à loja mais cara pois como meu gosto é bem ~definido~ eu acabo pagando quando acho algo do meu gosto. Já calçado sou chata. Pode ser a marca alternativa mais cool do planeta mas se o calçado é desconfortável eu não compro "só pra ter um calçado bapho pra tirar foto". Até tenho uns calçados desconfortáveis guardados porque são lindos, mas dá pena não conseguir usar por mais de 2 ou 3 hr. Calçado pra mim é conforto. É o que mais tenho dificuldade de comprar.




Espero que tenham gostado e fiquem com o link dos blogs das outras participantes:

Projeto de Escrita Mensal UA
Janeiro • A História do meu Blog Fevereiro 
• O que aprendi com a blogosfera.
Março • Tudo aquilo que me inspira hoje.
Abril • 5 blogs que sigo e admiro! (Underground, please!)
Maio • Coleção de fotos que nunca publiquei.
Junho • Três postagens antigas favoritas.
Julho • Sobre meu estilo pessoal.
Agosto • Memórias da minha infância / adolescência.
Setembro • 10 coisas pelas quais sou grata!
Outubro • Sobre amores da minha vida.
Novembro • Vivendo na era digital.
Dezembro • O que este ano me ensinou?


Blogues que sinalizaram interesse em participar dos projetos:





Olá dyvas, hoje venho com um desabafo suave sobre incompreensão que espero que não soe grosseiro pra ninguém, afinal desabafos são escritas livres, corajosas e emocionalmente necessárias.

Às vezes me perguntam sobre porque me visto tão gótica não sendo gótica ou se eu me auto proclamar "roqueira" é algo que me limita.

Sabe quando o pessoal diz "não me encaixo em subculturas, não tenho rótulos, uso o que eu quiser"? 
Isso não é opinião exclusiva da geração jovem atual, na verdade, gerações anteriores inventaram isso. 
E eu sou uma delas. 
A chamada geração X foi a que começou a quebrar regras, rótulos e conceitos subculturais, por isso eu cresci muito diversa esteticamente e nunca tive regras de vestir.

pinterest

Existe uma coisa que não posso negar e assumo com honestidade: sou roqueira. Mas isso nunca me impediu de escutar outros estilos musicais embora o rock seja a sonoridade dominante na minha vida. E "ser roqueira" é um espectro tão, mas tão amplo que vocês nem imaginam (punk rock/gothic rock/heavy metal/rockabilly/etc etc). O rock pra mim é antes de tudo liberdade, e bem, se é liberdade, posso vestir o que quiser, fazer o que quiser e nos meus termos, correto? 
Sim! 
É o que eu acredito. Muitos podem discordar de mim e eu com certeza respeitarei.

O uniforme da roqueira é jeans + blusa preta/camiseta de banda + tênis ou coturnos + cabelos pretos, vermelhos ou loiros. 
E eu não uso jeans, não uso camiseta de banda (tenho, mas só uso em shows e olhe lá!), tênis e coturno uso pouco e sempre preferi ser ruiva laranja. Então imaginem essa pessouinha adolescente / jovem adulta frequentando lugares de rock com saia, topzinho, salto e cabelo ruivo alaranjado nos anos 90/00?  
Me olhavam estranho? SIM! 
Me julgavam? SIM! 
Me perguntavam se eu era clubber, metalera ou gótica porque estavam confusos? SIM!
Queriam ver se eu sabia mesmo de rock? SIM! 
E eu ADORAVA quando me desafiavam!! 
Adorava quando vinham me testar porque eu dava baile e calava boca dos chato tudo. Então eu tinha esse atrevimento ~girl power~ a meu modo, de quebradora de regras da moda rock desde menininha (#ironia). E com o passar dos anos, com a adultice, isso piorou. Porque misturei mais e mais elementos estéticos de diversas subculturas em cada fase estética  em que vivi. 

 

Tem umas pessoas que confundem MUITO quem eu sou como pessoa com o que eu escrevo no blog Moda de Subculturas. O MdS é um blog informativo com viés histórico e sociológico, ou seja, o que escrevo lá não é minha opinião própria, são estudos e análises sobre determinados temas. 
Tem sido pouco frequente (de anos pra cá) eu dar opinião própria lá e quando isso ocorre é mais levantando questionamentos (normalmente acompanhada de "eu acho", "eu penso que", "eu acredito que"). Aqui no Diva é o oposto: é praticamente muita coisa sobre mim, e algum nível de questionamentos que não tenho opinião formada. 

Se lá eu escrevo um post "como os punks se vestiam em 1976". Não estou ditando regras, eu estou RELATANDO um fato histórico da moda, estou falando sobre uma época. Fatos históricos não são opinião pessoal.

Subculturas, tribos urbanas e etc são áreas de estudo de sociólogos e antropólogos e não dos profissionais de Moda. Por eu ser formada em Moda e escrevo sobre a relação moda e subculturas, não significa que eu ~devo~ seguir uma subcultura e não significa que quem é de Moda estuda isso e decide sobre o tema. 
Eu estudo porque gosto e por vontade própria, porque um dia deu um nó na minha cabeça sobre porque essas pessoas que questionavam eu ser roqueira queriam que eu me vestisse  "igual" a eles, e aí fui atrás de descobrir e percebi que não era tão reducionista assim, que existiam muito mais coisas sobre a superfície! E se mais pessoas de moda também resolveram estudar subculturas, também foi por vontade própria e não por ser uma área de estudo da profissão. Se pessoas de Moda estudam subculturas elas são exceção e não a regra!


Lá nos anos 1980 os jovens já estavam quebrando regras e usando o que queriam sem seguir rótulos ou uma estética 100% de uma subcultura. Toda geração jovem passa por exatamente essa mesma situação de querer ser único, de querer ser autêntico, de querer ser sem rótulo, sem classificação. Eu sei disso porque eu também fui assim e creio que isso se repetirá ainda por várias gerações juvenis já que em nossa sociedade a expressão individual ainda é e será valorizada por muito tempo. 

Não há nada melhor do que ser único e isso, todos nós somos! 


[EDIT]: Só depois que publiquei e reli percebi que o título não está muito acurado, mas de qualquer forma é relativo a questionamentos vindos de meus blogs ou de pessoas que os leem.

* Todas as fotos foram salvas do pinterest sob a busca "dont label me"





Olá! Este post é sobre um projeto em parceria com outras 3 alt bloggers que amamos: a Nayara do Eccentric Beauty, a Rafa do Vultus Persefone e a Jaque do 4sphyxi4.
O projeto consistia em criar e fotografar sete looks, um para cada dia da semana, priorizando peças da Dark Fashion que é nossa loja parceira. ♥


Eu tenho cerca de 20 modelos da loja vindas tanto de parceria quanto de compras. O que gosto na Dark Fashion é que rola muita harmonia entre as peças da marca. Gosto das peças que são "atemporais" (não saem de moda nunca) e daqui há 4 ou 5 anos eu ainda vou poder usá-las. Clássicos alternativos!
A Nívia é uma estilista talentosa e apaixonada pelo que faz, só tenho a agradecer por esses anos todos de parceria! ♥

E vamos ao Lookbook comentado!

Look #1 - Punk de boo-tique
Esse é o primeiro look, com o vestido broderie 5067, é um visual que uso bastante nos dias de calor porque este vestido é super solto e confortável e tem uma alça regulável de ilhós pra você regular desde despeitamento (como o meu) até air bag duplo, aceita vários tamanhos de peitos. Fora que joga aquela essência rock n roll, os furinhos lembram as roupas rasgadas dos primeiros punks.



Look #2 - Poser Goth
Esse é meu básico, uso muito. O ano inteiro! É um dos meus uniformes. A blusinha é a 2029, a saia é a 5028  e quando bate aquele arzinho mais fresco eu uso com o bolerinho de mangas em renda (está indisponível no site mas tem outros boleros lá).
* Ai gente esse batom cinza metálico da Ruby Rose foi uma decepção, não costumo resenhar make, mas fica aqui a opinião sincera. Não me dou bem com essa marca :,(

olha o pôr do sol!

Look #3 - Lady in Black
Esse é o vestido preto com renda 5063 com as luvas 8006. Esse vestido é mais chiquezinho eu não uso tanto no dia a dia mas em momentos de celebração como aniversários, festas, encontros, museus, galerias etc, e se dá aquela esfriadinha eu costumo combinar ele com o bolero 2600.





Look # 4 - Velvet Underground 
Esse é um conjuntinho que eu adoooro: a blusa de veludo 2026  a saia de veludo não achei no site (mas tem uma godê lá, a 5007, que pode ser substituta) e luvas 8006, claro que dá pra usar as peças separadamente, mas como tenho as duas e elas combinam, gosto de usar em conjuntinho. Veludo agora tá no moda né, eu não tenho certeza se a saia volta a estar disponível no site com o detalhe em vermelho, mas já vi ela sem o detalhe, só com veludo, até divulguei no stories do Insta do MdS um dia. Esse é um visual que uso mais pra sair, passear, ir no shopping...



Look #5 - Dark Pin-up
Este look de dark pinup tem a blusa de renda em manga longa 2502 (aproveitem o preço, a qualidade é ótima, renda super macia, não pinica!), o corpete 3601 e uma saia godê de malha com renda em cima que foi uma encomenda minha, mas que vocês podem substituir por exemplo pela 5012 (isso soou como aqueles memes da Bela Gil?). Se vocês querem alterações em peças falem com a Nívia que ela analisa a possibilidade de fazer uma peça sob encomenda como foi feita essa saia. Esse visual sem o corpete eu uso de boas pra sair e passear em todo lugar no dia a dia. Com o corpete eu já limito um pouco mais o uso, prefiro mais pra celebrações ou eventos ou shows (trocando o calçado) porque ele tem uma pegada mais rock.

foto com participação da minha gatinha Dóris


Look #6 - Rockstar Wannabe
Ai eu adoro esse look! É bem rock n roll eu uso pra ir em shows, festerês ou quando quero bancar a rockstar wannabe na rua mesmo. Baphón!! Tirei um monte de foto e quis dar uns efeitos mais rockenrollers nelas. 
É a blusa 2032 e  a saia 5023 e uma luva 8006. Aliás essa blusa de ziper tem um impacto visual muito bom, ela dá um up em qualquer look, adoro! É só mudar a Melissa por uma bota que já fica um look mais agressivo bem streetwear punk.





Look #7 - Sanalicious

Esse modelito eu também uso com frequência! É bem básico e o destaque fica com a legging com renda só na frente que parece uma meia calça, fica assim meio sexy, meio Sanalicious... não encontrei ela no site, mas  existem outras leggings na loja (aqui) que podem facilmente entrar no lugar. A blusa é a mesma de sempre que eu uso até gastar, a 2029 e a luva 8006. Ah, a saia é uma que fiz, mas vocês podem substituir pela 5012 ou alguma outra godêzinha como a 5007.



Então esse foi meu Lookbook Dark Fashion, se vocês gostaram ou não digam aí nos comentários. Os links das meninas estão aqui embaixo, não deixem de visitá-las! ♥


Nayara - Eccentric Beauty
Rafa - Vultus Persefone 
Jaque - 4sphyxi4. 



Mais um projeto dos blogs aliados do Universo Alternativo!  Este mês o tema é "Três Postagens Antigas".



Quando fui pensar sobre o que eu postaria para este projeto, cinco postagens me vieram à mente e foi bem difícil escolher apenas três delas. O blog existe desde 2010, o que é bastante tempo, mas mesmo assim, eu já meio que sei quais posts me marcaram durante esse percurso.


Postagem #1
A Sombria Intelectualidade de Amantes Eternos.


Como muitas de vocês, gosto da figura dos vampiros. Tive inclusive uma fase de grande interesse por estes "seres". Era aficionada por livros e filmes (por piores que fossem). No entanto, a maturidade chegou, assim veio a seletividade e por muitos anos histórias enfadonhas sobre o tema me mantiveram desinteressada pelos sugadores de sangue. Tanta repetição de clichés, tanto mais do mesmo... Até que fiquei sabendo do filme Amantes Eternos através da visualização de seu trailer, aquilo me chamou a atenção tanto pelo aspecto artístico quanto por Tilda Swinton (atriz que é uma inspiração para mim) - que eu sei que não faz filme ruins - e por ter concorrido em Cannes. Eu assisti e bem... me impressionou muitíssimo! Na história deste blog, é um dos textos que escrevi com mais paixão e encantamento! Quem estiver interessado nesta minha experiência, basta clicar no link a seguir:



http://diva-alternativa.blogspot.com.br/2015/10/a-sombria-intelectualidade-de-amantes.html



Postagem #2
Um Exercício de Auto Estima 

Esta é uma crônica que fiz sobre uma das visitas de minha prima adolescente. Num mundo onde as mulheres são idealizadas seja por machismo seja pela indústria de consumo; num mundo onde as "influencers", as referências de beleza e inspiração são eurocêntricas e padronizadas; num mundo onde cada vez mais meninas e mulheres se acham "horrorosas" e querem se modificar por plásticas, dietas e entram em paranóia com seus corpos, ter uma prima adolescente que sai completamente fora do padrão neste sentido é um alento!
E talvez sua criação alternativa tem seu nível de responsabilidade. Minha prima não foi criada em moldes conservadores e consumistas. Sua mãe (minha tia) foi hippie quando nova e amadureceu como uma pessoa mística e livre de conceitos sociais herméticos, criando a filha de uma forma super aberta.
Quem estiver interessado na lição de auto estima de minha prima, basta clicar no link:




 Postagem #3
 Pequenas felicidades certas que estão diante de cada janela.

Sou muito observadora e ligada à natureza. Gosto de acompanhar o ciclo da natureza e as poesias do dia a dia que a vida nos presenteia. No entanto, é inevitável conviver com pessoas que só reclamam da vida. Aquelas que acham ruim o emprego (mas não saem dele), as que acham ruim política (mas não se interessam pelo tema, algo fundamental), as que acham ruim o país (e amam os gringos que nos exploram), as que reclamam do trânsito (mas se você propõe adotar a bicicleta elas acham "coisa de pobre"), as que você dá uma ideia e elas fazem tudo pra gongá-las, e outras coisas mais...
É uma auto sabotagem de um povo que tem tudo pra se empoderar mas que infelizmente pensa que não tem poder nenhum e aceita esse pensamento. Na minha visão, quem muito foca no negativo, na reclamação, não enxerga as felicidades certas que todo dia a vida nos presenteia em suas nuances e detalhes. E foi pensando nisso, que resgatei um texto da minha amada Cecília Meireles que li aos 9 anos de idade num livro de escola e nunca mais esqueci (porque naquela idade, arranquei a página do livro e guardei, sente o nível da criança!). Quem estiver interessada em ler um texto desta escritora e poetisa maravilhosa, basta clicar no link a seguir:




Há muitas outras postagens que amo neste blog, quem sabe num outro futuro projeto ou em postagens eu continue as resgatando para não serem esquecidas.
Beijos e agora é partir pra ler os das amigas blogueiras!

Projeto de Escrita Mensal UA
Janeiro • A História do meu Blog Fevereiro 
• O que aprendi com a blogosfera.
Março • Tudo aquilo que me inspira hoje.
Abril • 5 blogs que sigo e admiro! (Underground, please!)
Maio • Coleção de fotos que nunca publiquei.
Junho • Três postagens antigas favoritas.
Julho • Sobre meu estilo pessoal.
Agosto • Memórias da minha infância / adolescência.
Setembro • 10 coisas pelas quais sou grata!
Outubro • Sobre amores da minha vida.
Novembro • Vivendo na era digital.
Dezembro • O que este ano me ensinou?


Blogues que sinalizaram interesse em participar dos projetos:



Olá meninas!
Hoje venho com uma dúvida que vai e volta na minha cabeça e quem sabe vocês possam me ajudar: 
Qual a linha que divide um rótulo do saber quem se é (autoconhecimento)? 
Qual a linha que divide o rótulo de se identificar como sendo de uma subcultura? 
E quando pessoas que não gostam de serem rotuladas, acusam as pessoas que se autoconhecem bem ou que se identificam com subculturas como sendo "limitativas"?

Se pessoas dizem:
"ah, uso o que eu quero não gosto de me rotular"
e se outras dizem:
"sou da subcultura gótica"
ou se dizem: 
"às vezes sou gótica, às vezes sou punk e adoro tudo diferentão".
Na minha visão todos estão certos, porque todos usam o que gostam e se identificam com uma coisa ou com outra.

Não tem NENHUM problema as pessoas se assumirem com as características principais do seu estilos próprios e estilos de vida! MESMO que isso depois se revele apenas uma fase. NENHUM, nenhum problema!

Existe uma diferença entre ser de subcultura e ter o rótulo de (alguma) subcultura?
Existe uma diferença entre ser uma pessoa alternativa e ter um rótulo como tal?

Existe uma diferença entre se entender e se autoconhecer como uma pessoa de características alternativas - e aceitar isso serenamente - e existe uma diferença entre achar que ser alternativo é um rótulo?

É muito complicado julgar que ser alternativo é rótulo, não acham? Já que isso é algo muito pessoal. E que ser de alguma subcultura é um rótulo, já que existe todo um estilo de vida por trás daquilo...


Quando uma pessoa bate no peito e diz "sou punk, com orgulho" ela está se rotulando ou está apenas demonstrando além de auto conhecimento, um comprometimento com determinado estilo de vida?


Observem esse quadrinho da Trellia, uma moça ~gótica~ se aproxima de um rapaz e ele diz "gótica?" e ela grita "não me rotule!".  
O que Megan diz, com esse quadrinho é: se você é gótica, não tem nenhum problema em se assumir como tal. A subcultura gótica é linda, tem uma história maravilhosa, por que ter vergonha de se autodenominar assim se tudo em você converge para tal?
Fonte

O rótulo que uma pessoa te dá, muda algo em você?
Se não muda, pra que se preocupar?

O rótulo que a pessoa te dá, prejudica a sua vida?
Não? Então pra quê se preocupar?

Por que se preocupar com o que OS OUTROS  pensam da gente?


Quando uma pessoa diz "sou alternativa" é porque supõe-se que ela se conhece o suficiente e fez escolhas na ideologia, nas ideias etc que não é de forma nenhuma o padrão exigido socialmente. E quem somos nós pra julgar se a pessoa é ou não alternativa sem conhecê-la?

Se alguém virar pra mim na rua - que já aconteceu vááárias vezes - e perguntar: "você é roqueira, não é?"
Ela está me rotulando ou apenas lendo os símbolos contidos na minha aparência? 
Símbolos estes que EU escolhi de forma completamente consciente já sabendo como eu queria ser lida ao vestir aquelas roupas e acessórios? 
De forma nenhuma esta pessoa está me ofendendo. Ela está apenas verbalizando uma leitura simbólica e até inconsciente sobre minha aparência. Se eu responder: "sou sim!" - Eu estarei me rotulando ou apenas confirmando o que meu visual comunica

Isso não faz de mim a necessidade de ter uma casa cheia de referências à cultura rock n roll (embora alguns assim gostem) existe gosto pra tudo, até pra decorar. As pessoas não são apenas o que ouvem, elas são o que leem, o que consomem, o que assistem, o que pensam e em alguns casos o que trabalham... e isso, pra mim, não impede que uma pessoa assumidamente "punk", tenha uma casa rococó. E se essa pessoa que se assume punk for profissional de História da Arte especializada e fã do século 18? Ela não deixará de ser punk por causa disso, certo?


Então...
O rótulo só é rótulo quando erra o que somos ou quando ofende?
O rótulo limita ou nós nos limitamos?


O rótulo é colocar uma tarja numa pessoa e colocar ela numa prateleira de supermercado?  
Mas não somos todos nós produtos da sociedade? 


Não somos todos nós consumidores de produtos que nós mesmos colocamos os rótulos: "esse é bom", "esse é ruim"..? Aliás, eu leio os rótulos de todos os produtos de supermercado, eles são informativos, eles definem minhas escolhas.


Não é de hoje que pessoas que não curtem rótulos criticam quem se identifica com uma subcultura ou com estilo de vida. Se pessoas se assumem como "góticas" ou se assumem como "headbangers" quem somos nós pra criticá-los já que cada um sabe de sua vida e de suas escolhas?


O rótulo é uma qualificação simplista normalmente usada de maneira negativa sobre tudo que não se consegue compreender.


O ponto que eu quero colocar aqui - estou focando especificamente sobre cultura alternativa: pra mim, subculturas não são coisas negativas. Pra mim, alguém ser tribo de estilo não é algo negativo. Então, eu não enxergo subculturas/estilos de vida como algo negativo e limitante já que cada pessoa preserva sua individualidade e suas escolhas junto de seus semelhantes. Subculturas alternativas ainda são muito incompreendidas, é o que percebo...


 

Vivemos numa sociedade super fluida, onde as coisas vem e vão num ritmo alucinadamente rápido, mas nada impede que alguns se fixem por anos em algum estilo ou que tenham fases e se orgulhem delas. 

Se alguém nestes tempos superficiais onde tudo se desfaz tão rápido, "ousa" se assumir de uma subcultura, não é pra se admirar a fidelidade? 

Numa época em que nada se fixa, ter um tempo pra experimentar e curtir a fundo uma fase e se orgulhar dela, é algo tão interessante que não pode de forma nenhuma ser diminuído pelos outros.

Rótulos prejudiciais são aqueles que vem cheios de preconceitos e pré-julgamentos na vida, no trabalho, na religião. Observem que nestes casos costumam vir como reflexo de algo conservador que existe por trás ou do desconhecimento sobre o outro.

Mas coisas, situações e vivências que fazem as pessoas bem e felizes não podem - ou não deveriam - ser consideradas negativas.  Não há problema nenhum em se autoconhecer e se auto exemplificar. Por isso eu acho - apenas ACHO e ninguém precisa concordar comigo - que a palavra "rótulo" não serve pra julgar quem está de bem com si mesmo e vive segundo determinado estilo de vida.

Preocupemo-nos menos com rótulos e vivamos mais!  


Me ajudem com estes dilemas! ♥


P.S: Muita gente não percebe mas: ser vegano é ser de subcultura, ser nudista é subcultura, ser GLBT é uma subcultura e muitas outras minorias também são!
São rótulos? Ou são apenas classificações? As pessoas que tem orgulho de se dizerem "veganas", estão se rotulando também? Ser vegano é um estilo de vida, assim como ser punk, gótico...
Complexo, né?
Se é aceito como classificação, porque quando envolve subculturas alternativas, consideram um rótulo? 
Minha cabeça está dando nó ao pensar sobre esse assunto, espero que eu volte em breve com um pensamento mais claro sobre o tema! Ou não rsrs!

 


Se existe algo que tem a ver com nossa sociedade hoje é: "a obrigação de dar certo". É uma obrigação subjetiva, não está escrita em nenhum lugar, mas é facilmente percebível quando te cobram boas notas, um bom emprego, um bom salário, um bom casamento, ser uma boa mãe.... e de repente você não conquista isso num nível top e passa a pensar que falhou. 

Mas não, você não falhou.
Cada pessoa tem um ritmo, tem suas oportunidades e barreiras a serem vencidas. Ninguém precisa ser igual ao outro, cada história de vida é única.

Às vezes me incomodo quando Instagirls falam "estou com a sensação de que estou fazendo certo" quando são procuradas por marcas ou pessoas importantes. Eu sei que não é por maldade, mas por orgulho de si, pois são realmente boas no que fazem. Tem uma instagirl em especial que é estrategista: tagueia marcas em fotos seguidas para chamar a atenção das marcas, as marcas percebem e a publicam em seus perfis. E ela divulga aquilo como se a marca tivesse "a achado" por aí, assim, por acaso... Nem todo mundo consegue perceber esta estratégia velada. É justo anunciar que "está fazendo certo", se você mesma criou aquela situação propositadamente? 
Por que o "dar certo" é tão associado a bens materiais e fama?
Eu não sei. E me pego refletindo sobre isso às vezes: o quanto situações são criadas forçadamente para se parecer uma pessoa bem sucedida. E o quanto de valor damos a ser famosa. E percebo que certas coisas não mudam com o passar dos séculos e uma delas é a importância demasiada que a sociedade dá ao status. Até mesmo dentro da cena alt.

Refletindo, observei que a frase "estou fazendo certo" assim como é perigosa em nossa cultura dominante, pode ser também perigosa no meio alternativo.

Motivo?  
Pode ser um gatilho.

Alguma seguidora pode estar deprimida ou com problemas de auto estima ou familiares ou financeiros e não consegue atingir seus objetivos por "n" motivos. E o gatilho de fazer uma seguidora se sentir a pior pessoa do mundo por "não conseguir dar certo" pode desencadear uma situação dramática.

Se eu pudesse falar com as influenciadoras, eu apenas pediria a elas que evitem o uso de expressões que podem desencadear situações limítrofes. Nem todos tem as mesmas oportunidades na vida. As seguidoras não estão fazendo nada "errado", elas não precisam fazer o que uma instagirl faz para "darem certo". Se você "deu certo" é uma conquista maravilhosa, mas o que é certo pra você, pode não ser o caminho certo para os seguidores. Todo mundo dá certo de alguma maneira. Todo mundo é certo no que faz se faz com honestidade, ética, caráter e autenticidade. Não precisamos criar mais padrões "de sucesso" do que já temos.

Como blogueiras, como instagirls, como youtubers, como facegirls que atingimos centenas de pessoas com nossas postagens e vídeos, temos nossas responsabilidades! Em minha opinião, devemos evitar o uso de certas palavras ou expressões em nossos textos e vídeos. Eu evito. E um dos motivos que meu posts demoram tanto a sair é porque releio e releio procurando palavras que talvez devam ser trocadas.

Não, não temos a obrigação de dar certo e não somos menos que ninguém se não atingimos algum padrão pré estabelecido pelo mercado ou pela cultura dominante e agora pelo padrão de alt girls populares.
Saúde mental é mais do que fundamental hoje em dia num mundo em que casos de depressão crescem cada vez mais. Vivemos uma era de transição e não podemos perder a consciência.

A vida não é sempre perfeita. E você não tem a obrigação de "dar certo".


Hoje em dia de alguma forma, muitos querem ser famosos, especialmente através de seguidores e muitos likes no Instagram e Youtube. Números viraram tudo. Números viraram negociatas: "quando chegarmos aos 5 mil seguidores vamos fazer sorteio", "quando eu chegar aos 30 mil seguidores farei um vídeo x", soa quase como uma ameaça, mas na verdade é um jogo, uma estratégia de fama, um truque manipulativo, quase um feitiço.
É estranho o que nos tornamos.

Mas houve uma cena alternativa diferente do hoje. Uma cena que era "anti-fama" e pró arte, pró musica: o grunge. Eu cresci ouvindo grunge. E por isso estou imensamente triste com a morte de Chris Cornell e não poderia deixar de escrever algumas linhas sobre a passagem de uma das vozes mais lindas do rock n roll que embalou tantas vezes minha vida e também me fez encontrar abrigo em letras que profundamente me identifiquei.

Embora o caso tenha sido confirmado como suicídio, a esposa do cantor pede investigação, já que  Cornell estava se tratando do vício de um remédio de ansiedade que entre outras coisas, provocava alucinações e pensamentos suicidas. É por isso que eu digo, dyvas, a sociedade cria doenças, a indústria cria remédios que viciam para tratar estas doenças, assim você passa a vida toda pagando eles e eles enriquecem cada vez mais... Eu gostaria mesmo de pensar que foi um suicídio acidental, pois o cantor estava pra lançar álbum ainda este ano com o Soundgarden... vamos aguardar.
 

Conheci Soundgarden através de uma banda que sou muito fã: Pearl Jam. Sim, foi com Hunger Strike, numa fita cassete de minha irmã lá na década de 1990, e não imagino neste momento a tristeza destes músicos que adoro tanto. Este ano, Pearl Jam entrou para o Rock n Roll Hall of Fame, e Chris Cornell, ao ser perguntado há um mês atrás se gostaria de entrar para o Hall, já que a banda é cogitada desde 2013, respondeu: "Não faz diferença pra mim."

Simplesmente não consigo imaginar, hoje, uma cena alternativa tão nem aí pra fama como os grunges eram, hoje parte de ser alternativo parece que implica na necessidade de chamar a atenção, angariar fama e seguidores e claro, mimos (anuncie que é seu aniversário e quer presentes na caixa postal XXXX!).
Por que nos tornamos tão carentes de atenção? E pensar que Kurt Cobain não se identificava com a sociedade espetáculo, ridicularizava tudo isso. Cobain está rindo de nós. Ou melhor, talvez esteja escrevendo obras primas nos mostrando o quanto nos tornamos egocêntricos. 
Imaginem o encontro de Cobain, Lane Staley, Scott Weiland e Chris Cornell... que "anti-festa" eles não estão fazendo!

Termino com algumas imagens que amo de Ed Vedder e Chris Cornell. 


Essa é uma das que mais adoro: amizade...


"Eu estava perdido nas páginas de um livro cheio de morte lendo como vamos morrer sozinhos" - trecho da música "Like a Stone", do Audioslave, 
acredito que todos conheçam.